segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um site de música, tem que ter músicos! Um pouco de Arthur Maia!

À primeira vista, ele é o contrabaixista da banda de Gilberto Gil há mais de dez anos; aquele que começou a tocar baixo aos 15 anos e que, aos 17, acompanhava Luiz Melodia, depois passando por Ivan Lins e Marcio Montarroyos.

Mas basta uma conversa com Arthur Maia para notar as diversas "frentes de trabalho", como prefere chamar, nas quais atua. Como produtor musical, baixista, secretário de Turismo, Indústria e Comércio da cidade de Conceição de Macabu (município a 200 km de Niterói), coordenador do Niterói MusiFest Instrumental e criador do selo Cabeçadura Records, projetos não faltam na vida do carioca que adotou a cidade de Araribóia aos 14 anos.

No momento, o mais importante deles é a construção de um estúdio próprio, o QG, que reflete, na essência de seu nome, a intenção de um Arthur que pretende centralizar suas multifunções. "Não dá para viver sem um escritório". Assessoria de imprensa, computação gráfica e lutheria serão abrigadas pela construção há um ano e meio em obras, localizada em Piratininga, Niterói.

A idéia de um novo estúdio, já acalentada por Arthur, tomou força depois da morte de Marcos Heiser, seu sócio no Estúdio Arte. E quando lembra disso, seu olhar vai longe e lamenta a perda do amigo. Fora o momento triste, o artista intercala as muitas histórias de carreira com gargalhadas que misturam a habilidade de rir de si mesmo e a nostalgia quase inerente a um músico que está há tempos na estrada.

Contrabaixo foi "inevitável"


Baixista em show solo

"Precoce" seria um bom adjetivo se Arthur não fosse filho de pais íntimos do meio musical. O pai era autodidata e tocava violão (instrumento que ensinou a Luizão Maia). A mãe canta e até hoje faz participações especiais nos shows do filho. Além disso, o pequeno Maia ainda era sobrinho de Luizão, um dos maiores contrabaixistas brasileiros. Por isso, tocar bateria aos quatro anos de idade nunca soou estranho. Menos ainda, ganhar um baixo no aniversário de 15 anos. Aos poucos, Arthur percebeu que as baquetas foram uma ponte para o instrumento que seria definitivo. "Tanto a bateria quanto o baixo são instrumentos de pulsação."

Arthur admite buscar em seu trabalho esse swing, esse pulsar: "Gosto da swingada". Desde a infância ouvindo James Brown, aos dez anos foi a um show do artista. No repertório dos bailes do subúrbio carioca nos quais tocava, The Fevers, Devaneios, Brazilian Boys e Roupa Nova, entre outras bandas. Hoje, ouve Elis Regina, Seu Jorge, Sérgio Groove (baixista da cidade de natal) e Alexandre Cunha (baterista de Campinas).

Depois das suas apresentações com o grupo, disposição era o que não faltava. Para driblar a pouca idade, Arthur rabiscava um bigode postiço no rosto e aproveitava a noite. Em meio aos adultos, cresceu.

Começou com o músico Marcu Ribas. Aos 17 anos, já tocava com Luiz Melodia. Aos poucos, o curso de Composição e Regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ficava cada vez mais distante da carreira que Maia havia escolhido seguir. Apesar disso, foi na faculdade, justamente na carteira ao lado, onde encontrou um dos professores e amigos que fez durante a carreira. Através de Sérgio Benevento, mestre pela Universidade Berkelee, na Califórnia, o músico aprofundou-se no estudo do jazz. Durante cerca de dois anos, estudou de dez a 12 horas por dia, investindo naquilo que era prazer e se tornava profissão.

"As coisas aconteceram rápido. Sempre achei que iria morrer antes dos 40 anos". Em seus primeiros trabalhos, Artur conta que seu salário já era maior do que o do próprio pai. O primeiro carro veio antes mesmo de ter idade para tirar a carteira. Em sua primeira viagem como motorista, ligava de 100 em 100 km para casa, mandando notícias.

Participações em diversas bandas enriquecem estilo musical

Depois do período na faculdade, as "aulas" passaram a ser no palco. O envolvimento em vários projetos, como as bandas "Garage", "Banda de Lá", "Varanda", "Pulsar", "Egotrip", revela a necessidade de o músico buscar outros caminhos além daqueles que percorria integrando as bandas de Ivan Lins e Martinho da Vila. "Música sempre foi minha religião".

No grupo "Cama de Gato", o primeiro trabalho, "Som da Gente", vendeu 50 mil cópias, depois vieram mais cinco CDs. A banda "Black Rio" foi outro sucesso. Hoje, com uma formação diferente da original, terá Arthur Maia como convidado na gravação do próximo CD. A experiência em tocar com tantos músicos, traduziu-se em turnês pela África, EUA e Europa. Forró e reggae foram alguns dos ritmos aprendidos no trabalho de dez anos com Gilberto Gil.

Para o músico, o mercado da época investia mais na diversidade de artistas. Reflexo disso era a sua rotina de trabalho que costumava se estender das 9h até 3h da madrugada.

A força que movia Arthur a se envolver em novos projetos foi direcionada para um trabalho solo em 1991. Sem tempo e já com sua própria família, veio o CD "Maia". Através de um ato de confiança de Celso Ferraz, dono do estúdio no qual o trabalho foi gravado, Arthur venceu o principal empecilho à realização de um trabalho solo: o custo das horas em estúdio. O pagamento ao dono foi efetuado após a gravação de "Maia".

Modelo próprio de cordas e novo trabalho são os atuais projetos


Arthur Maia em show

Os tempos são outros. Com anos de carreira, hoje, Arthur é endorsee da Warick, há 12 anos, da Zoom, da Warm Music, há um ano, e da Santo Angelo. E é aqui que se revela mais uma "frente de trabalho" na qual ele atua. Além de tocar instrumentos, Maia gosta de adaptar suas ferramentas de trabalho. Como endorsee também da marca Solez, desenvolve um modelo próprio de cordas. O músico acredita que o mercado brasileiro é forte e possui personalidade própria.

Agora trabalha no seu novo disco, ainda sem nome. O CD, com lançamento previsto para meado de 2006, já conta com quatro faixas, gravadas entre Angola, Moçambique e Niterói, e a participação do guitarrista Scott Anderson. Também de Moçambique, é o grupo que será produzido por Arthur que produziu artistas em Portugal, Noruega e Holanda. São os frutos de mais de "vinte anos de contatos", como o próprio Maia se refere ao falar sobre as participações internacionais em seus CDs e as produções em outros países.

É com otimismo que Arthur vê o espaço reservado à música instrumental atualmente: "As pessoas começam a acreditar que dar opção de cultura [música instrumental] é mais gratificante que dar opções que já existem". Segundo ele, nos último quatro anos, houve uma melhora significativa nas oportunidades de apresentações. Em 2004, realizou 12 shows em diferentes regiões do país.
Os privilegiados ainda podem conferir Arthur tocar discretamente em um bar de um amigo perto de sua casa em Niterói. A "brincadeira" acontece todas as terças-feiras. As discretas apresentações já chamaram a atenção do dono do bar ao lado que fez convite para Arthur mudar de palco.

Clarinete para tocar Quartos de Tom

Este clarinete muito original foi construído especialmente para tocar músicas usando untervalos de quartos de tom. Usando dedilhados especiais, um clarinetista experiente consegue tocar esse tipo de intervalo num clarinete convencional. No entanto, esses dedilhados são desajeitados em passagens rápidas, e os resultados tendem a variar de um clarinete para outro. O construtor de instrumentos Fritz Schüller (1883-1977) de Markneukirchen, Alemanha, fez uma tentativa de criar um clarinete que superasse esses problemas. É feito de uma única boquilha conectada a dois tubos paralelos, sendo um ligeiramente mais longo que o outro; efetivamente são dois clarinetes afinados com um quarto de tom de diferença. Um conjunto de chaves controla simultaneamente os dois tubos, e uma válvula próxima à boquilha pode trocar rapidamente de um tubo a outro quando acionada por uma chave no polegar direito.
Músicas para clarinete de quartos de tom foram escritas por Alois Hába and Viktor Ullmann.

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE O CLARINETE

Podemos buscar a origem do instrumento no antigo Egipto, onde tocavam um instrumento chamado memet, que tinha uma palheta cortada no próprio tubo. Este tipo de instrumento, é chamado de instrumento idioglótico. Outros instrumentos ancestrais, podem ser o aulos grego, o cuen kan chinês, o arghul árabe e o pibgorn galês. Todos estes instrumentos tinham palheta simples, e um ou dois tubos. O chalumeau, é outro instrumento de palheta simples, que segundo alguns investigadores, era tocado a 200 anos atrás, mas outros defendem que foi desenvolvido na Idade Média. A diferença mais importante entre o antigo chalumeau e os primeiros clarinetes, foi a chave de registo, que aumentou consideravelmente a extensão do instrumento, soando mais agudo, fazendo lembrar uma trompete. Desta similitude, nasceu o seu nome, pois deriva da palavra italiana para o trompete, clarino, que deu pequeno clarino, ou clarinetto. Admite-se que a invenção da chave de registo é da responsabilidade do alemão Johann Christian Denner, ou dos seus filhos, pois a primeira menção ao instrumento aparece em 1710, 3 anos depois da morte deste senhor. Por volta de 1800, o clarinete tem já 5 ou 6 chaves. Em 1812, o clarinetista Iwan Muller, construiu um clarinete com 13 chaves, suficiente para tocar em qualquer tonalidade com fluência. Também foi o primeiro a usar a virar a boquilha para baixo, e por conseguinte, a palheta em contacto com o lábio inferior, além de usar uma liga metálica para a construção de certas partes do instrumento. Meio século depois, Carl Barmann, adicionou mais 5 ou6 chaves, e 50 anos depois, Oskar Oehler usou o modelo de Barmann, para construir o seu próprio instrumento, que muitos clarinetistas profissionais alemães, ainda usam actualmente. Melhoramentos no clarinete de Muller, foram feitos na Bélgica por Eugène Albert, Adolfe Sax, que além de se ocupar com os clarinetes, inventou por volta de 1840, o sax-o-phone. Pela mesma altura, em França, Hyacinthe Klosé e Louis Auguste Buffet, trabalhavam iguakmente no clarinete. Aproveitaram algumas ideias de Theobal Boehm, inventor da flauta moderna, aplicando-as ao clarinete. De lá para cá, muito pouco mudou no instrumento.
A família do clarinete – consiste no imediato em pelo menos 13 instrumentos em diversas tonalidades. Este instrumento, aparece em vários tamanhos. O mais popular é o clarinete soprano em sib, seguido do clarinete soprano em lá. Existem também clarinetes soprano mais pequenos em dó, ré e mib. Como o clarinete em mib é bastante pequeno, normalmente, vem num corpo só, sem junção superior e inferior. Existem ainda clarinetes mais pequenos, encontrados em bandas na Europa, incluindo o clarinete sopranino em mi e láb. Todos os outros clarinetes soam mais grave. Um exemplo é o clarinete basset, que é na realidade um clarinete extra longo do clarinete soprano em lá. Isto significa que a nota mais grave é o dó em vez do mi. O famoso concerto para clarinete de Mozart, foi em realidade escrito para este instrumento, conhecido como clarinete Mozart. O clarinete em fá, é quase como o clarinete alto em mib. Existe ainda o clarinete contralto, que soa uma oitava abaixo do clarinete alto, e clarinete contrabaixo, que soa uma oitava inferior do clarinete baixo. Os clarinetes mais pequenos e os maiores que o clarinete soprano, são chamados colectivamente de clarinetes de harmonia, pois nas orquestras, são usados para fazer as harmonias que acompanham as melodias ou os solistas. Existem ainda clarinetes menos comuns, como por exemplo o clarinete soprano em metal afinado em sol, e usado na música turca e grega. Vários países e regiões possuem os seus próprios modelos de clarinetes. O importante a reter, é que todos são instrumentos de palheta simples, embora o seu número de chaves e buracos pode variar, como é o caso de um clarinete em madeira húngaro, chamado tárogató.
Instrumentos de sopro – o clarinete pertence à família das madeiras, como outros instrumentos que passaremos a referir seguidamente: o saxofone, que será o instrumento mais próximo do clarinete, em especial semelhanças na boquilha e na própria mecânica. A maior diferença entre os dois instrumentos, é que o saxofone é inteiramente cónico desde a boquilha à campânula. Se abrirmos o registo no saxofone, a nota soará uma oitava acima, ao contrário do clarinete, que quando se abre o registo, soará uma 12ª acima. Outro instrumento da família, é a flauta, que apresenta muitas semelhanças a nível do mecanismo, que como já foi dito, usa em ambos os casos o sistema Boehm, inventado para a flauta. Falamos agora do oboé e do fagote: tem tubo cónico como o saxofone, mas é feito em madeira como o clarinete. No entanto soa muito diferente, pois usa uma palheta dupla, onde o som é produzido, pela vibração das palhetas uma contra a outra.
Para terminar, é de referir que o clarinete comporta-se como um tubo fechado, o que em termos acústicos implica que ao accionar a chave de oitava, o som produzido vibrará 3 vezes mais rápido que o som sem o registo. Por outras palavras, o clarinete só produzirá harmónicos ímpares, ao contrário dos outros instrumentos que se comportam como tubos abertos, ou por terem tubos cónicos ou por serem abertos em ambas as extremidades.
Marcas – comparada com fabricantes de violinos e guitarras, o número de fabricantes de clarinetes é reduzida. As três empresas francesas Buffet-Crampon, Leblanc e Henri Selmer, são as que mais vendem no mundo. Yamaha, construtor japonês, é também uma marca importante a nível mundial.
Existem outras marcas que merecem menção: Amati – companhia chaca, Artley e Selmer dos Estados Unidos, Hanson do Reino Unido, as tailandesas Dixon e Júpiter , Orsi e Ripamonti da Itália, e a chinesa Lark. Estas marcas trabalham mais, na gama mais barata de clarinetes existentes no mercado. Por outro lado, existem pequenos fabricantes, que produzem instrumentos na gama mais cara, como por exemplo as britânicas Eaton e Howarth, a italiana Patricola e a Rossi do Chile, cujos produtos incluem clarinetes em sib fabricados sónuma peça. Existem os fabricantes alemães que fabricam exclusivamente com o sistema alemão como a Bernd Moosman, Richard Keilwerth, Arthur Uebel, Puchner, Schwenk & Seggelke, Schreiber que colabora com a Buffet Crampon e a Hammerschmidt, que também fabrica clarinetes austríacos. A marca alemã mais conhecida é a Herbert Wurlitzer, que fabrica clarinetes muito caros, mas que muitas orquestras de renome exigem que os seus músicos possuam instrumentos desta marca. 

Grupos e orquestras – o clarinete é um instrumento muito versátil, que se integra em bandas de instrumentos de sopro, bandas de salão, orquestras sinfónicas, grupos de música de câmara, emsembles só de clarinetes, concertos para solistas, grupos de jazz, música cigana, música folclórica, dixiland, etc.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Como escolher um Saxofone?

O sax sempre foi um instrumento elitizado. Um sonho de consumo que permitiria chegar a forma de expressão artística mais fascinantemente encantadora, além de ser extremamente charmoso, e por conseguinte, sinônimo de “status”. Os grandes fabricantes do início do séc. XX fizeram deste período o mais criativo, requintado e o mais importante da história na sua produção. Compunham uma miscelânia de obra de arte e jóia preciosa que ajudou a perpetuar o desejo insaciável por este instrumento.

A produção de saxofones é históricamente reconhecida e imortalizada pelos franceses com o SELMER, criando o mito à partir da década de 30 com o Balanced Action até a década de 70 com o Mark VII, passando por vários modelos e inovações mecânicas e ergonômicas. Anteriormente, com os americanos, CONN, BUESCHER, KING e MARTIN; posteriormente com os alemãs B&S e JULIUS KEILWERTH, e os japoneses YAMAHA e YANAGUISAWA.

Hoje, o mercado nacional é dominado pela Yamaha, líder absoluta na preferência dos jovens consumidores, por dispor todo seu “Know How” a favor de um excepcional aproveitamento didático. Seguida de perto pela JUPITER (Taiwan), ainda com muitos modelos e séries desconhecidos dos brasileiros, mas com excelentes resultados no mercado. Porém, quem realmente fez a diferença no nosso mercado (bem no início do século XXI) derrubando os preços, foi a febre invasora de instrumentos de sopro chineses, os pejorativamente chamados “CHING LING”, por não terem nenhum compromisso eminente com o alto padrão de qualidade exigida nos conservatórios e universidades, nem com as mínimas necessidades dos estudantes_ como boa sonoridade e projeção, afinação e ergonomia.

Então, dentro desta diversidade, como proceder para escolher o seu primeiro saxofone?

1. Decida o valor máximo do seu investimento_ Este número incidirá entre R$1.000,00 e R$5.000,00 aproximadamente, se for um sax alto (este é didáticamente aconselhável); os tenores e sopranos dentro de uma mesma marca e modelo, são mais caros e impõem um pouco mais de dificuldade aos seus estudos;

2. Escolha uma marca com o melhor histórico de aceitação_ Pesquise bastante, converse com profissionais e/ou estudantes experientes;

3. Faça uma compra racional_ Entenda que na compra de um sax dentro do que apresentam-lhes como sendo um “BOM CUSTO-BENEFÍCIO”, (que já virou lugar comum) a perda do seu investimento é instantânea e substancial;

4. Observe aspectos como:

4.1. A Regulagem

  • Ergonomia (Qual o sax mais confortável? Compare! Analise alturas de chaves, o peso das molas, a resposta mecânica e ângulo de abertura do todel);
  • Mecanismos com dois tempos, movimentos seccionados são frequêntes?
  • Existem degraus entre chaves (comuns entre: Dó3/Ré#3, Si4/Fá5 frontal e Sib2/Si2/Dó#3/Sol#3e4);
4.2. Vazamentos

No caso de instrumentos novos, podem ser causados por bocas amassadas, sapatilhas mal colocadas e qualquer chave, haste ou coluna fora de lugar, considere até falhas como campana torta, etc.

4.3. Sonoridade e Projeção

É importante ouvir o instrumento, avaliar seu timbre e como é lançado este som, qual o seu alcance; análogamente, projeta em IR (som direto de pouco alcance) ou como Bluetooth, uma projeção que envolve todo o ambiente?

4.4. Acabamento

Inclui uma análise dos pontos de solda, da ressistência estrutural e da cor do seu futuro instrumento. Podem ser laqueados, niquelados, dourados, prateados ou coloridos; prefira o que envolvem metais nobres, isto valoriza seu sax, sonora e monetáriamente.

4.5. Recursos

Refiro-me a opções de digitação que lhes proporcionarão mais conforto e principalmente mais velocidade; são estas, partes integrantes da grande maioria das linhas de produção: o Fà Sustenido da 3a. oitava (F#5), o Fá frontal (F5_ localiza-se ligeiramente acima da chave do Si3/Si4), Si Benol na mão esquerda (Sib LH), Sol Sustenido articulado (este pode ser acionado também por qualquer outra chave_ B2, Bb2 e C#3_ que compõe um conjunto de mecanismos chamado mesa.

A aquisição de um saxofone deve ser orientada, mais pela razão do que simplesmente pelo calor da emoção no momento da escolha do seu primeiro instrumento.

- Pareço gélido e sem coração ao transmitir-lhes isso, mas pense no seu futuro como instrumentista, você merece o melhor desde o início de sua carreira; e definitivamente você não tem que tocar o suficiente para adquirir o sax do seu sonho, ele é quem te conduzirá ao sucesso!

Origem das notas musicais

 Ut queant laxis              Para que possam
 REsonare fibris              ressoar as maravilhas
 MIra gestorum              de teus feitos
 FAmuli tuorum              Com largos cantos
 SOLve polluti                apaga os erros
 LAbii reatum                 Dos lábios manchados
 Sancte Ioannes.            Ó São João.



O hino o qual deu início a esta seção, escrito pelo monge Guido d'Arezzo (995 - 1050), é o responsável pelo surgimento dos nomes das notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, as quais hoje se tem conhecimento. D’Arezzo nomeou as notas conforme as sílabas emdestaque, como se pode ver no hino a São João Batista. Pode-se notar que a primeirasílaba, “Ut”, não se assemelha a nenhuma das notas musicais citadas anteriormente.
Porém, esta é a equivalente a nota “Dó”. Não se sabe muito bem o motivo de se batizar a primeira nota de Dó. Existem, porém, historiadores que definem a hipótese desta nota ter sido rebatizada em homenagem a Giovanni Baptista Doni (devido à primeira sílaba de seu sobrenome), por ter proposto dó, em vez de Ut, para melhor soar o hino a São João Batista.
Entretanto, as notas musicais ainda recebem algumas variações. A cada uma pode ser acrescentado o símbolo “b” (bemol) ou “#” (sustenido), tendo como resultado uma diminuição ou aumento de tonalidade (freqüência), respectivamente. Desse modo, em vez de uma escala de apenas sete notas, dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, pode-se ter a escala:

dó, dó#, réb, ré, ré#, mib, mi, mi#, fáb, fá, fá#, solb, sol, sol#, láb, lá, lá#, sib, si, si#, dób,

chamada escala natural.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Como comprar seu primeiro violão - Dica Mundomax

Uma boa parte das pessoas sabem fazer um ou dois acordes no violão, umas porque começaram o aprendizado e desistiram por achar muito difícil e outras porque aprenderam somente estes acordes e nunca buscaram um aprofundamento. E um dos grandes problemas disso acontecer, é o próprio violão.
Escolher o violão é o começo de tudo para quem quer aprender a tocar este belo instrumento ou quer ver seu filho tocando na banda da escola. A compra de um instrumento adequado influi diretamente no aprendizado. Nós da Mundomax vamos deixar para você um guia simples para você não errar na hora de escolher seu primeiro violão.
Vamos separar este artigo em três tipos de iniciantes da música: Os pais que querem um violão para o filho(a), quem quer comprar um violão só para aprender e tocar num churrasco e quem quer um violão para aprender e aprimorar técnicas ou montar uma banda. 

Os pais que querem um violão para o filho(a)

Hoje há muitos violões encostados pelos cantos das casas, porque certamente foram comprados errados. Um violão para uma criança tem que atender a alguns quesitos básicos: tem que ser macio, leve e bonito.
Tem que ser macio para que a criança não desanime no aprendizado, o indicado é sempre violões com cordas de nylon, porque evita que a criança machuque os dedos. Ele deve ser leve para que seu filho não se canse ao praticar as suas primeiras notas. E bonito para atrair a criança ao instrumento.
Se a criança tiver menos de 7 anos, um violão infantil como o RX205 da ROZINI cabe muito bem, porque ele é pequeno, macio e possui um som gostoso. Porém se o seu filho já for maior, nada de comprar violões infantis. É bom comprar um violão acústico no modelo clássico, para que quando seu filho cresça e queira um violão melhor, não sinta diferença no peso e nas cordas.
AC39 213x300 Como comprar seu primeiro violãoUm violão popular que a Mundomax indica é o AC-39 MEMPHIS by TAGIMA, um violão bonito nas cores preto e natural e cordas de nylon, o que o torna um violão macio, além disso ele é muito leve. Este violão também é recomendado pela maioria das escolas de música, principalmente pela sua ótima relação custo x benefício.
A dica que fica da Mundomax para você que é pai ou mãe, é que você estimule seu filho(a) desde cedo, desde os cinco anos se possível, com a musicalização, com músicas que alegrem a criança. A música só traz benefícios.

Quem quer comprar um violão para aprender e tocar em churrascos

Um dos maiores motivos que as pessoas se esforçam para aprender violão e não outros instrumentos, é a praticidade de tocá-lo a qualquer hora e qualquer música. Em churrascos, na roda de amigos, na escola, na igreja… enfim são muitas as possibilidades.
A mundomax indica para você violões com cordas de nylon, porque além de facilitar o seu aprendizado, ele não vai machucar seus dedos quando você tocar horas a fio com seus amigos. Aqui você vai precisar de um violão com boa ressonância e caixa acústica.
yamaha c45Os violões da Di Giorgio e o GCX15 da GIannini são perfeitos. Porque além de serem de marcas conceituadas no mercado, são violões com grande capacidade sonora. Com eles você poderá impressionar seus amigos a cada música nova.

Quem quer um violão bom para aprender e aprimorar técnicas ou montar uma banda

Aqui é para quem quer um violão com um pouco mais de recursos. Pessoas que buscam um violão não só para aprender, mas para aprimorar suas técnicas.
O que você precisa é de um violão macio que facilite seu aprendizado e um violão de confiança que não lhe decepcione na hora de fazer uma apresentação, seja em um ensaio, na igreja, em um show na escola, ou mesmo na caixa de som de sua casa.
dallas 167x300 Como comprar seu primeiro violãoO Vegas Tuner da TAGIMA é ideal para você. Primeiro porque é de cordas de nylon e segundo porque ele é elétrico, ou seja, prontinho para você plugá-lo em uma caixa ou mesa de som. E um fator interessante é que você não vai precisar gastar com afinador, pois o Vegas Tuner TAGIMA vem com um embutido.
Com cordas de aço a Mundomax indica o Dallas Tuner da TAGIMA, que é um violão excelente, porém, com cordas de aço. Um violão com cordas de aço é ideal para tocar plugado, com um som brilhante e com peso nas cordas graves.
O primeiro violão é sempre inesquecível, e se durante o aprendizado você tiver alguma dificuldade, lembre-se que quem aprende a criar música com as próprias mãos, nunca se arrepende de ter penado uma pouco para aprender a tocar este belo instrumento que é o violão.
Kit Primeiro ViolãoPensando nisso a Mundomax criou para você o Kit Primeiro Violão, clique na imagem ao lado para ver como funciona este kit especial.
Enfim, a Mundomax deseja a você uma boa compra de seu primeiro violão, e seguindo nossas dicas você não vai se arrepender. Em nosso site você encontra muitos outros violões de diversas marcas, clique aqui e confira

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Elementos do Jazz


Muito já se escreveu sobre a dificuldade de se definir o jazz. Uma corrente de pensamento afirma que o jazz não é o que se toca, mas sim como se toca. De qualquer modo, pode-se afirmar com certa confiança que dois elementos são absolutamente necessários numa performance de jazz: o swing e a improvisação.

Nenhuma apresentação ou gravação de jazz está completa se não contiver algum trecho improvisado. Uma peça de jazz 100% escrita e fixada na partitura é uma contradição - o que, diga-se de passagem, indica que peças como a "Suíte para Flauta e Piano de Jazz", de Claude Bolling, embora muito agradáveis de se ouvir, não são propriamente jazz. Fazer jazz significa assumir um risco - o risco de se confrontar com o silêncio e preenchê-lo com um discurso inédito e próprio, o risco de ser um "compositor instantâneo", como dizia Charles Mingus.

O conceito de improvisação, em si, não apresenta grandes dificuldades para ser entendido, embora exija anos e anos de dedicação para ser posto em prática. Trata-se de tecer - em tempo real, no exato momento em que se está tocando - variações em torno de algo que serve de base: a linha de uma canção que serve de tema, uma sequência de acordes, alguns intervalos melódicos, uma tonalidade.

As variações têm uma longa tradição na música clássica ocidental: grandes compositores escreveram ciclos de variações, explorando até o limite o potencial de seus temas. Na Renascença já era habitual tomar como tema uma canção popular e fazer variações sobre ela. Isto era chamado na Inglaterra de divisions on grounds e na Espanha de diferencias sobre bajos ostinados. Os instrumentistas, que freqüentemente eram também compositores, competiam entre si, cada um tentando sobrepujar os rivais em virtuosismo e engenhosidade.

Assim como as variações, a improvisação não é uma invenção moderna. Bach era um improvisador de mão-cheia (e improvisava fugas, sendo que a fuga é a forma mais estruturada e complexa de toda a música!). Se Bach tivesse nascido no século XX, sem dúvida seria um jazzman... Na Renascença já havia o costume de se apresentar peças de caráter improvisatório e de forma totalmente livre, denominadas fancies (em inglês) ou fantasias (em espanhol), nas quais o executante dava largas à sua imaginação. Muitas dessas fantasias e coleções de variações foram registradas em partitura, e assim podemos reviver e apreciar, depois de séculos, ainda que sem a espontaneidade do momento, as "jam sessions" de outrora.

Definir o swing é algo muito mais difícil. Trata-se de algo que engloba o fraseado, o ritmo, o ataque das notas. O swing não se escreve numa partitura, por mais detalhada e precisa que seja a sua notação. A definição dada por André Francis, em seu livro Jazz, é bastante interessante: "tocar com swing, swingar, significa trazer à execução de uma peça um certo estado rítmico que determine a sobreposição de uma tensão e de um relaxamento". Esta é a dialética do swing, por assim dizer: dar flexibilidade a um ritmo, dar "balanço" a uma frase, e contudo manter a precisão, preservar o foco da música, evitando que ela perca o caráter incisivo.

Podemos usar uma analogia sugerida por Charles Mingus para caracterizar o swing: vamos partir de uma música na qual os tempos estão precisamente definidos. Em seguida delimitamos um "halo", uma pequena região ao redor da posição original de cada nota: a nota, agora, pode cair em qualquer ponto dessa região, a critério do executante. A música como um todo, portanto, oscila caprichosamente dentro dessas regiões de "incerteza". É importante que o âmbito dessas pequenas regiões não ultrapasse aquele ponto no qual o ritmo deixa de ser swingado para se tornar impreciso. Como se determina esse ponto? Os bons músicos de jazz têm uma intuição desenvolvida a tal ponto que mantêm esse jogo de precisão e imprecisão perfeitamente sob controle, o tempo todo - e o resultado, todos nós conhecemos: o deleite de escutar uma interpretação cheia de swing.

Saxofone: 12 super dicas - por André Paganelli



DICA 1

Sempre que terminar de tocar, limpe bem o seu instrumento. É bom para ele e é bom também para a sua saúde e higiene. Se por acaso não der para limpá-lo todo, limpe, pelo menos, a boquilha e a palheta do saxofone. A limpeza pode ser feita simplesmente com uma flanela, pedaço de pano ou mesmo com uma fralda (limpa!). Lave e desinfete periodicamente sua boquilha com água, detergente e álcool.

DICA 2

Cuidado ao transportar seu instrumento nos estojos portáteis de couro, tecido, materiais sintéticos, etc. Fica mais leve, mais fácil de transportar e também fica muito mais vulnerável, sujeito a pancadas, amassaduras e poderá empenar as chaves, provocando pequenos, ou até grandes vazamentos.

DICA 3

Se você quiser reduzir o volume do som do seu instrumento ao estudar em sua residência, abra a porta do guarda-roupa e toque voltado para dentro. Mas sem retirar as roupas, pois estas reduzem consideravelmente o volume. No início é um pouco estranho, mas depois você se acostuma. Coisa de louco não é?

DICA 4

Nunca deixe de fazer notas longas. Elas melhoram seu som e, o que é importante, o mantêm. Também conserva a resistência da coluna de ar diafragmática.

DICA 5

Para exercitar o diafragma e melhorar seu sopro, coloque um guardanapo de papel na parede na altura de sua boca, sopre em direção a ele e não o deixe cair. Faça este exercício em torno de 5 minutos. Não mais que isso.

DICA 6

Sabe como é que se consegue ter uma leitura rápida e dinâmica?
- Ter habilidade técnica mínima compatível com a peça preterida;
- Concentração;
- Realizar uma leitura global sem o instrumento em toda a música, detectar os pontos mais "difíceis" e entendê-la em sua forma, voltas e repetições;
- Ler sempre um compasso à frente. Há músicos que lêem mais de um;
- Ter calma, muita calma.

DICA 7

Antes de comprar o instrumento desejado faça uma pesquisa, pois os preços poderão variar em até 50%. Dê uma andada nas lojas ou telefone. Consulte a lista telefônica, a central de informações da telefônica de sua cidade, amigos, etc. Se for comprar um instrumento usado, preste bastante atenção nos detalhes, mesmo que pequenos. Não se detenha na aparência. Teste-o antes, se não estiver bom, não compre. Continue procurando pois você, certamente, encontrará um bom instrumento e por um preço satisfatório.

DICA 8

Para decorar uma música é preciso primeiro entendê-la. Escute-a, mesmo que você esteja tocando. Cantá-la antes de tocar é bom e aperfeiçoa a afinação e ritmo.

DICA 10

Está difícil tocar aquela escala, música ou um trecho dela? É fácil, bem fácil. Toque-a devagar (bem devagar) acompanhando a batida do metrônomo e vá subindo (o marcador do metrônomo) de dois em dois pontos. Você, certamente, conseguirá.

DICA 11

Tenha sempre anotado em algum lugar o número e o modelo do seu instrumento. Em caso de furto ou roubo isto será essencial para identifica-lo após feito o boletim de ocorrência em uma delegacia. Tire cópias e entregue em todas as lojas de reparos e usados que conhecer. Ore, e aguarde,. A sua parte está feita! Os.: Isso já funcionou comigo!

DICA 12

Se você é aquele que prepara suas palhetas com cortes e lixa, tenha sempre em seu estojo uma palheta reserva preparada de igual modo. Nunca se sabe quando a número pode quebrar!

André Paganelli

A origem das notas musicais

Guido DArezzo (995 — 1050) foi um monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana).

Foi o criador da pauta musical e batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si, baseando-se em um texto sagrado em latim, cantado pelas crianças do coral para que São João os protegesse da rouquidão:

UTqueant laxis
REsonare fibris
MIra gestorum
FAmuli tuorum
SOLve polluti
LAbi reatum
SANcte Ioannes
Que significa:

"Para que nós, teus servos,
possamos elogiar claramente
o milagre e a força dos teus atos,
absolve nossos lábios impuros, São João"

O sistema de Guido dArezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de dó e a nota San passou a ser chamada de si(por serem as inicias em latim de São João, Sancte Ioannes), enquanto que a pauta ganhou linhas e espaços a mais, embora sua essência continue a mesma.

Algumas dicas aos músicos


1- O músico precisa aprender a se "mixar" no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.

2- Todo músico deve treinar prática de conjunto se quiser amadurecer mais rapidamente.

3- A teoria musical é fundamentalmente necessária, mas entre a teoria e a prática há uma distância que poucos querem percorrer.

4- "Um bom médico não é aquele que receita um remédio sem saber o que está fazendo. Um bom músico não é aquele que toca sem saber o que faz".

5- Autodidata - Há um engano no uso deste termo, pois há muitos analfabetos musicais dizendo-se autodidatas (uma desculpa para a preguiça), autodidata é aquele que estuda sem um professor, mas estuda.

6- Uns falam antes de tocar algo, outros tocam antes de falar algo. Eis a diferença entre "músicos" e músicos.

7- O músico deve aprender a conduzir uma música como ela é e não como ele acha que deve ser. Isto é maturidade.

8- Há músicas em que o metrônomo só serve para o primeiro compasso, porque necessitam de uma interpretação flexível.

9- A pulsação rítmica bem como o andamento são para serem sentidos e não ouvidos. Este princípio é para todos, mas fundamental para bateristas e percursionistas.

10- Acompanhar um cântico é antes de tudo uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os músicos querem mostrar toda a sua técnica em hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Ou seja, economize informações musicais!

11- Há uma tendência atual de supervalorizar a velocidade do músico, quantas notas ele executa por tempo. Velocidade não é sinônimo de bom músico. O bom músico é aquele que tem a sensibilidade de fazer a coisa certa na hora certa. A velocidade é uma consequência.

12- A técnica deve ser estudada e sempre aprimorada, mas lembre-se de que é um meio de facilitar a execução da música e não um meio de exibicionismo.

13- Uma boa maneira de aprimorar a interpretação é aprender primeiro a se ouvir, depois executar. Tem gente que canta e toca e não sabe o que está fazendo; acostume então a gravar o que é executado e seja autocrítico, estude, grave e ouça o que estudou; com o tempo você encontrará a forma ideal para a sua execução.

14- Lembre-se: pausa também é música, portanto, "não sole na pausa".

15- A música possui três elementos básicos: harmonia, melodia e ritmo. Procure distribuir os instrumentos musicais no arranjo conforme estes elementos. Há instrumentos harmônicos e melódicos, há somente melódicos, há rítmicos e instrumentos que fazem os três, mas defina no ensaio ou arranjo, quais serão os devidos "papéis" para cada instrumento.

16- A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Outra observação é que o tom pode influenciar na soronidade da música vocal com acompanhamento. O problema é que muitos confundem. Na música instrumental, a técnica e a expressão são mais exigidos porque as notas devem transmitir algo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.

17- Versatilidade - Procure ser o mais possível. Saiba ouvir vários estilos, do erudito ao moderno, ouça com ouvido crítico e analítico. Saiba ouvir. Extraia coisas boas de cada estilo. Outro detalhe, é o músico não ficar "preso" somente ao seu instrumento, saiba apreciar a forma de execução como sonoridade e fraseado de outros instrumentos.

Como posso registrar minha obra musical? E o nome da minha banda?


O ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição é uma sociedade civil, de caráter privado, organizado por associações de compositores, músicos, intérpretes e demais titulares, que tem por finalidade arrecadar e distribuir os direitos autorais decorrentes da execução pública das obras musicais, lítero-musicais e de fonogramas.

Portanto, o ECAD não é o órgão responsável nem pelo registro de obras musicais, nem pelo o registro de nome de bandas. Existem entidades específicas para estes casos.

Para registrar sua música, procure a Escola Nacional de Música ou o EDA – Escritório de Direito Autoral, órgão da Fundação Biblioteca Nacional (www.bn.br/eda), responsável pelo registro de obras intelectuais. Este registro permite o reconhecimento da autoria, especifica os direitos morais e patrimoniais e estabelece prazos de proteção tanto para o titular quanto para os seus sucessores.

Informamos que, mesmo com o advento da nova Lei 9.610/98, os arts. 18 e 19 da Lei Autoral anterior (Lei nº 5.988/73) continuam em vigor, dispondo que o registro das obras é facultativo e que a proteção dos direitos autorais independe do respectivo registro.

Quanto ao nome da banda, o registro deverá ser realizado junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, podendo ser feita uma busca prévia pelo nome escolhido. Mais informações poderão ser obtidas no site www.inpi.org.br.

Dicas para Músicos - Violino

Confira algumas técnicas usadas ao se tocar violino.
Pizzicato
Os violinistas nem sempre usam o arco quando tocam - de vez em quando beliscam as cordas, o que é chamado de "pizzicato" (pronuncia-se pitzi-cato). Raramente o pizzicato se estende pela melodia inteira, mas no balé Sylvia o compositor francês Delibes escreveu um movimento inteiro em que todos os instrumentos de corda deixam de lado seus arcos para tocar a famosa Polka-Pizzicato. Quando lêem na partitura a palavra "arco", os executantes interrompem o pizzicato e voltam a usar o arco.

Tocando com surdina
Fixando-se um grampo de madeira sobre o cavalete do violino, reduz-se a força das vibrações que alcançam a caixa de ressonância. Isso funciona com uma surdina, ou abafador de som. Violinos em surdina soam muito distantes e delicados. Os compositores usam os termos italianos "con sordini" (com surdina) e "senza sordini" (sem surdina).

Sul ponticello
Expressão italiana que significa "na pontezinha". Em partitura para violino, indica que o violinista deve passar o arco próximo ao cavalete, o que origina um som de timbre agudo, de arranhudura.

Col legno
O excitante começo de "Marte, o Mensageiro da Guerra", da suíte de Holst Os Planetas, apresenta as cordas soando com um curioso efeito estalado. É o que se chama col legno - "com a madeira". O arco é seguro de lado, de tal maneira que cada nota tocada a madeira do arco bata na corda.

Vibrato
Uma das importantes técnicas de instrumentos de cordas. O dedo da mão esquerda que prende a corda oscila levemente, causando uma flutuação no tom e enriquecendo o som. O vibrato é usado sobretudo em notas longas. Alguns violinistas preferem não usá-lo quando tocam músicas muito antigas.

Corda dupla
"Corda dupla" significa tocar duas notas de uma só vez. Alguns compositores pedem acordes de três e até quatro notas, mas no violino não é possível tocar simultaneamente mais do que duas notas.

Harmônicos
São notas suaves, semelhantes às da flauta, produzidas pelo toque muito leve sobre a corda (sem pressionar a nota) e a delicada passagem do arco. São usadas com mais freqüência na música moderna.


Glissando
A palavra indica ao executante que deve escorregar o dedo sobre a corda, de uma nota a outra (o que permite que todos os sons interpostos sejam ouvidos). Os glissandos aparecem quase exclusivamente nas músicas do século XX.
Os instrumentos como o violino dependem da vibração das cordas para emitir som. As cordas vibram quando o arco passa por elas, mas produzem muito pouco som, que só fica suficientemente forte para ser ouvido quando as vibrações passam pelo cavalete para o corpo oco, ou caixa de ressonância do instrumento.
Os ouvidos ou ff são os orifícios que ajudam as vibrações geradas no corpo do instrumento a atingir o espaço externo e finalmente nossos ouvidos, onde se convertem em som.

sábado, 7 de novembro de 2009

Simulador de corte de cabelo | mp3


Virtual Barbershop significa barbeiro virtual, e é uma animação em flash que utiliza um método de gravação de ruídos diferente para simular uma ida ao salão de beleza. Você precisa usar fones de ouvido para experimentar, e, se possível, fechar os olhos. Do começo ao fim, o que você escuta vai te envolvendo de uma maneira tal que é muito difícil separar a ficção da realidade. O barulho das tesouras "cortando" o seu cabelo quase te faz sentir os fios caindo enquanto são aparados. É realmente impressionante.

Para conseguir esse efeito, foram usados dois microfones para gravar o áudio, ao invéz de apenas um. Esses dois microfones são posicionados em uma cabeça de manequim no mesmo lugar em que ficam as nossas orelhas. Desse modo, o cérebro interpreta o que escuta como se o barulho fosse relativo à algo real, e manda a informação sobre o posicionamento do objeto o qual escutou. É por isso que a experiência é tão envolvente.


PS: O áudio é em inglês.

Clique Aqui!

Extraindo o áudio dos videos do Youtube!!


Agora,....... agora não! Faz tempo que esta novidade está no ar! Muitas pessoas acham muitas músicas incríveis no youtube, mas quando querem salvar não conseguem. Se enrolam para tirar o áudio, este site traz a solução deste pequeno problema. Acesse http://www.vidtomp3.com/ e veja como é fácil. Logo abaixo da pagina tem um espaço para colocar o caminho do video do youtube, é simples assim, basta colar o endereço no espaço destinado para colocar a URL: "o endereço" e click em download, espere carregar. Faça download do audio sem o video. Aproveitem!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Orquestra Jazz Sinfônica

A Orquestra Jazz Sinfônica foi criada em abril de 1990 com o objetivo de dar um tratamento sinfônico à música popular, principalmente a brasileira. Desde então vem se destacando brilhantemente por sua originalidade e versatilidade, além da capacidade de encantar as mais variadas platéias com seu alto nível musical.
Seus 85 integrantes - que compõem no palco a perfeita junção entre uma orquestra clássica e uma big-band popular - são cuidadosamente escolhidos entre a elite musical paulista. Seus músicos alcançaram sólida reputação como solistas ou integrantes de grupos de destaque, tanto na música popular como na erudita.
À frente da Orquestra Jazz Sinfônica está o Maestro Cyro Pereira, compositor e arranjador consagrado. Ao criar uma linguagem autenticamente brasileira de orquestração e arranjo, seu trabalho estabelece as bases artísticas para as próximas gerações.
Por nove anos, a Orquestra Jazz Sinfônica contou com a regência e direção do Maestro Nelson Ayres, que, com seu grande talento criador, compôs dezenas de arranjos que hoje enriquecem o repertório da Orquestra.
Várias celebridades do cenário artístico dividiram seu brilho com a Orquestra Jazz Sinfônica: Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Zizi Possi, Leila Pinheiro, Ivan Lins, Dori Caymmi são alguns deles. Também recebeu convidados internacionais, como o grupo inglês Deep Purple, o austríaco Joe Zawinul - criador do grupo Weather Report -, o quarteto de cordas americano Turtle Island String Quartet, o virtuoso do trompete Arturo Sandoval e outros. Entre os compositores convidados pela orquestra para escrever obras originais para sua formação estão Alexandre Mihanovich, Laércio de Freitas, Ruriá Duprá, Nailor de Azevedo (Proveta), Moacir Santos, Edmundo Villani Côrtes e Roberto Sion.
A Orquestra Jazz Sinfônica conta ainda com Marcelo Jaffé como Diretor Artístico e com o Maestro João Maurício Galindo como Regente Adjunto.
Um dos corpos estáveis da Universidade Livre de Música, ligada à Secretaria de Estado da Cultura, a Orquestra Jazz Sinfônica desempenha um papel fundamental resgatando a tradição das grandes orquestras de rádio e dos primórdios da televisão brasileira.
O Maestro Cyro Pereira
Cyro Pereira é um dos nomes mais importantes da História da Música Instrumental Brasileira. Iniciando-se na carreira em 1947, ano em que escreveu seu primeiro arranjo orquestral, Cyro teve participação ativa nos grandes festivais da TV Record como Diretor de Orquestra . Nessa emissora, em que atuou por 24 anos, esteve à frente de programas como "O Fino da Bossa",com Elis Regina e Jair Rodrigues. Cyro é reconhecido e admirado por diferentes gerações de músicos, desde novos compositores, que reconhecem seu estilo único de escrita para orquestra, a instrumentistas, que o acompanham na sua jornada musical.
Recebeu diversos prêmios como compositor e arranjador, entre eles: "Troféu Roquete Pinto" (1957 e 1967), "Melhor Compositor do Ano" pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo (1962), prêmio da Academia Brasileira de Música por seu concerto em Ré Maior sobre temas de Ernesto Nazareth (1964) e prêmios como regente e arranjador no Festival Onda Nueva em Caracas, Venezuela (1972).
Em suas obras de caráter erudito, teve seu Quarteto de Cordas estreado pelo Quarteto Municipal de São Paulo em 1973, e seu Concertino para Zimbo Trio e Orquestra estreado pela Orquestra do Teatro Colón de Buenos Aires, sob a regência do Maestro Simon Blech. É entretanto mais conhecido na área popular por sua parceria com Mário Albanese na criação de Jequibau, estilo musical e composição de mesmo nome, que teve dezenas de gravações no mundo inteiro.
Responsável pela formação da Orquestra Jazz Sinfônica em 1990 e seu maestro titular desde então, continua fazendo o que mais gosta: a "MPB de smoking", como ele próprio define a vestimenta sofisticada e sinfônica com a qual ele "veste" a nossa música popular.
Cyro Pereira definiu assim o que a música representa para ele: "Só vivi de música, a música me ensinou tudo na vida".
Mais informações sobre a Orquestra no endereço: www.orquestrajazzsinfonica.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Microfonando seu Saxofone

* Escolha do microfone - o primeiro passo é saber qual o microfone mais adequado.  Normalmente, apesar do alto SPL gerado por esses instumentos, os mics a condensador (AKG C414, por exemplo) sao preferidos, por sua maior fidelidade. Como geralmente num home studio não temos muita escolha, faca experiencias com os que tiver disponiveis - ponha um em cada canal da mesa e vá selecionando alternadamente cada mic, e verificando os resultados. Bons mics dinamicos tambem podem ser usados, como o Shure SM57 Senheiser MD421.

* O posicionamento - ao contrario do que muita gente pensa, o sax não emite som apenas pela campana (boca), mas também por todas as chaves abertas. Daí seu padrão de emissão variar o tempo todo. Quando reproduz notas graves, maior parte do som sai pela campana, pis nessa situação, quase todas as chaves estão fechadas. As notas mais agudas emanam da região do bocal

Procure colocar o microfone apontando para o meio do instrumento, e entre 50 cm e um metro de distancia.

Em shows ao vivo, porém, não podemos fazer isso, seria microfonia certa. Prefira, então, um mic dinâmico próximo à boca.


Voltando ao estúdio: voce pode tentar usar dois mics iguais, um embaixo (apontando para a boca) e outro mais em cima, na altura da cabeca do musico, apontando para baixo. Vá variando o equilibrio entre eles até encontrar o ponto certo.

Se sua sala tiver um tamanho adequado e boa acustica - raros num home estúdio - pode experimentar dois mics com o seguinte arranjo: um proximo (como no primeiro metodo) e outro afastado de alguns metros, para dar ambiencia. Na maioria das vezes, entretanto, é preferivel uma sala "morta", ou seja acusticamente tratada para um baixo tempo de reverberacao, que pode ser acrescentada mais tarde.


Algumas dicas: peça ao musico para não se movimentar muito. Certos saxofonistas tem mania de "dancar" quando tocam, como se estivesse num show ao vivo. Pode dar certo no palco, mas no estúdio...    E tenha cuidado com possiveis interferencias do som das chaves durante a execucao. Talvez seja preciso uma ligeira lubrificacao antes.


* Processamento - saxofones sao instrumentos que se dao muito bem com processamento externo (reverb, delay, compressao, enhancer, etc.). Verifique no manual de seu processador de efeitos, deve existir algum preset de reverb com um sutil delay que irá dar mais vida ao sax. Veja que quanto mais rapido o andamento da musica, menor deve ser o tempo de reverberacao. Efeitos como enhancer, exciters, e coisas assim serao bem vindos, desde que não exagere. Lembre-se de que o controle mais importante nesses aparelhos se chama "bypass", e que o manual é um acessorio indispensavel.


* Na dinâmica, procure usar mais compressao em musicas mais pesadas, como funk, e menos nas baladas romanticas, que se beneficiam de uma dinamica maior (desde que o instrumentista saiba o que está fazendo). Ajuste seu compressor para ataque rapido e release medio (ou longo, em baladas). A taxa de compressao (sempre em soft knee) poderá variar de 3:1 a uns 6:1, para os saxofonistas mais "eufóricos". Use uma redução de ganho relativamente alta, até 10 dB, se seu compressor for de boa qualidade. Senão, evite passar de 6 dB. Se seu compressor tiver o modo automatico (Overeasy, RMS, ou como seu fabricante o chamar), experimente. Funciona melhor em determinadas peças, onde o musico precise executar frases complexas.


* Quanto à equalização, nem sempre é necessária, principalmente se usar bons microfones. Se quiser, pode experimentar variar um pouco as faixas entre 1 e 2 kHz (onde se situa o timbre "nasal" do instrumento) e entre 3 e 5 kHz (presença). Use o corte de graves no mic ou canal da mesa, para atenuar possiveis vazamentos de ruído no estúdio, exceto no caso de instrumentos maiores como sax tenor.



* Finalmente, na mixagem, evite a presenca de muitos instrumentos na mesma faixa de frequencias do sax quando este estiver atuando em solos. É comum o sax "brigar" com guitarras e pianos, por exemplo. Procure trabalhar no proprio arranjo da musica, ou se não for possível, no equilibrio entre canais e/ou equalização, no sentido de fazer com que outros instrumentos não incursionem muito pela faixa das frequências médias, durante os solos de sax, ou então que se alternem, dialogando entre si (muito comum no jazz).

Quer aprender a construir um Cavaquinho?

Vamos lá! Já pensou se a Gianini patrocina o teu modelo?! Faça com calma,
e cuidado na hora da afinação.




Acesse o link abaixo e desenvolva: 

Construa seu cavaquinho

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Aviso: Nosso site entrará em manutenção!

Aviso importante aos músicos e irmãos, o nosso site, o site da nossa orquestra = www.levitasdofim.net = passará por um processo de melhora. Devido a falta de tempo, a nossa página ficou um bom tempo desatualizada. Espero que todos compreendam, faremos o possivel para que tudo volte ao normal o mais breve possível. Só quero lembra aos músicos que ainda não se inscreveram no fórum, para fazerem seu cadastro, pois periodicamente mandamos atualizações em geral com utilidade para todos. Acesse o clicando aqui: < FÓRUM >.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Trio Musical - Jó, Benjamim e Daniel

Quem diria! Enfim o trio musical, formado por Jó (contrabaixo), Benjamim (piano) e Daniel (bateria) mostrando um pouco que eles sabem nestas quatro faixas que seguem no link abaixo. A adoração a Deus é o nosso primeiro objetivo, pois sem Ele nada podemos fazer!

Confira a qualidade musical!

Ao meu Redor

Parece um Sonho

Senhor quando tu fostes

Canta Brasil