terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Elementos do Jazz


Muito já se escreveu sobre a dificuldade de se definir o jazz. Uma corrente de pensamento afirma que o jazz não é o que se toca, mas sim como se toca. De qualquer modo, pode-se afirmar com certa confiança que dois elementos são absolutamente necessários numa performance de jazz: o swing e a improvisação.

Nenhuma apresentação ou gravação de jazz está completa se não contiver algum trecho improvisado. Uma peça de jazz 100% escrita e fixada na partitura é uma contradição - o que, diga-se de passagem, indica que peças como a "Suíte para Flauta e Piano de Jazz", de Claude Bolling, embora muito agradáveis de se ouvir, não são propriamente jazz. Fazer jazz significa assumir um risco - o risco de se confrontar com o silêncio e preenchê-lo com um discurso inédito e próprio, o risco de ser um "compositor instantâneo", como dizia Charles Mingus.

O conceito de improvisação, em si, não apresenta grandes dificuldades para ser entendido, embora exija anos e anos de dedicação para ser posto em prática. Trata-se de tecer - em tempo real, no exato momento em que se está tocando - variações em torno de algo que serve de base: a linha de uma canção que serve de tema, uma sequência de acordes, alguns intervalos melódicos, uma tonalidade.

As variações têm uma longa tradição na música clássica ocidental: grandes compositores escreveram ciclos de variações, explorando até o limite o potencial de seus temas. Na Renascença já era habitual tomar como tema uma canção popular e fazer variações sobre ela. Isto era chamado na Inglaterra de divisions on grounds e na Espanha de diferencias sobre bajos ostinados. Os instrumentistas, que freqüentemente eram também compositores, competiam entre si, cada um tentando sobrepujar os rivais em virtuosismo e engenhosidade.

Assim como as variações, a improvisação não é uma invenção moderna. Bach era um improvisador de mão-cheia (e improvisava fugas, sendo que a fuga é a forma mais estruturada e complexa de toda a música!). Se Bach tivesse nascido no século XX, sem dúvida seria um jazzman... Na Renascença já havia o costume de se apresentar peças de caráter improvisatório e de forma totalmente livre, denominadas fancies (em inglês) ou fantasias (em espanhol), nas quais o executante dava largas à sua imaginação. Muitas dessas fantasias e coleções de variações foram registradas em partitura, e assim podemos reviver e apreciar, depois de séculos, ainda que sem a espontaneidade do momento, as "jam sessions" de outrora.

Definir o swing é algo muito mais difícil. Trata-se de algo que engloba o fraseado, o ritmo, o ataque das notas. O swing não se escreve numa partitura, por mais detalhada e precisa que seja a sua notação. A definição dada por André Francis, em seu livro Jazz, é bastante interessante: "tocar com swing, swingar, significa trazer à execução de uma peça um certo estado rítmico que determine a sobreposição de uma tensão e de um relaxamento". Esta é a dialética do swing, por assim dizer: dar flexibilidade a um ritmo, dar "balanço" a uma frase, e contudo manter a precisão, preservar o foco da música, evitando que ela perca o caráter incisivo.

Podemos usar uma analogia sugerida por Charles Mingus para caracterizar o swing: vamos partir de uma música na qual os tempos estão precisamente definidos. Em seguida delimitamos um "halo", uma pequena região ao redor da posição original de cada nota: a nota, agora, pode cair em qualquer ponto dessa região, a critério do executante. A música como um todo, portanto, oscila caprichosamente dentro dessas regiões de "incerteza". É importante que o âmbito dessas pequenas regiões não ultrapasse aquele ponto no qual o ritmo deixa de ser swingado para se tornar impreciso. Como se determina esse ponto? Os bons músicos de jazz têm uma intuição desenvolvida a tal ponto que mantêm esse jogo de precisão e imprecisão perfeitamente sob controle, o tempo todo - e o resultado, todos nós conhecemos: o deleite de escutar uma interpretação cheia de swing.

Saxofone: 12 super dicas - por André Paganelli



DICA 1

Sempre que terminar de tocar, limpe bem o seu instrumento. É bom para ele e é bom também para a sua saúde e higiene. Se por acaso não der para limpá-lo todo, limpe, pelo menos, a boquilha e a palheta do saxofone. A limpeza pode ser feita simplesmente com uma flanela, pedaço de pano ou mesmo com uma fralda (limpa!). Lave e desinfete periodicamente sua boquilha com água, detergente e álcool.

DICA 2

Cuidado ao transportar seu instrumento nos estojos portáteis de couro, tecido, materiais sintéticos, etc. Fica mais leve, mais fácil de transportar e também fica muito mais vulnerável, sujeito a pancadas, amassaduras e poderá empenar as chaves, provocando pequenos, ou até grandes vazamentos.

DICA 3

Se você quiser reduzir o volume do som do seu instrumento ao estudar em sua residência, abra a porta do guarda-roupa e toque voltado para dentro. Mas sem retirar as roupas, pois estas reduzem consideravelmente o volume. No início é um pouco estranho, mas depois você se acostuma. Coisa de louco não é?

DICA 4

Nunca deixe de fazer notas longas. Elas melhoram seu som e, o que é importante, o mantêm. Também conserva a resistência da coluna de ar diafragmática.

DICA 5

Para exercitar o diafragma e melhorar seu sopro, coloque um guardanapo de papel na parede na altura de sua boca, sopre em direção a ele e não o deixe cair. Faça este exercício em torno de 5 minutos. Não mais que isso.

DICA 6

Sabe como é que se consegue ter uma leitura rápida e dinâmica?
- Ter habilidade técnica mínima compatível com a peça preterida;
- Concentração;
- Realizar uma leitura global sem o instrumento em toda a música, detectar os pontos mais "difíceis" e entendê-la em sua forma, voltas e repetições;
- Ler sempre um compasso à frente. Há músicos que lêem mais de um;
- Ter calma, muita calma.

DICA 7

Antes de comprar o instrumento desejado faça uma pesquisa, pois os preços poderão variar em até 50%. Dê uma andada nas lojas ou telefone. Consulte a lista telefônica, a central de informações da telefônica de sua cidade, amigos, etc. Se for comprar um instrumento usado, preste bastante atenção nos detalhes, mesmo que pequenos. Não se detenha na aparência. Teste-o antes, se não estiver bom, não compre. Continue procurando pois você, certamente, encontrará um bom instrumento e por um preço satisfatório.

DICA 8

Para decorar uma música é preciso primeiro entendê-la. Escute-a, mesmo que você esteja tocando. Cantá-la antes de tocar é bom e aperfeiçoa a afinação e ritmo.

DICA 10

Está difícil tocar aquela escala, música ou um trecho dela? É fácil, bem fácil. Toque-a devagar (bem devagar) acompanhando a batida do metrônomo e vá subindo (o marcador do metrônomo) de dois em dois pontos. Você, certamente, conseguirá.

DICA 11

Tenha sempre anotado em algum lugar o número e o modelo do seu instrumento. Em caso de furto ou roubo isto será essencial para identifica-lo após feito o boletim de ocorrência em uma delegacia. Tire cópias e entregue em todas as lojas de reparos e usados que conhecer. Ore, e aguarde,. A sua parte está feita! Os.: Isso já funcionou comigo!

DICA 12

Se você é aquele que prepara suas palhetas com cortes e lixa, tenha sempre em seu estojo uma palheta reserva preparada de igual modo. Nunca se sabe quando a número pode quebrar!

André Paganelli

A origem das notas musicais

Guido DArezzo (995 — 1050) foi um monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana).

Foi o criador da pauta musical e batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si, baseando-se em um texto sagrado em latim, cantado pelas crianças do coral para que São João os protegesse da rouquidão:

UTqueant laxis
REsonare fibris
MIra gestorum
FAmuli tuorum
SOLve polluti
LAbi reatum
SANcte Ioannes
Que significa:

"Para que nós, teus servos,
possamos elogiar claramente
o milagre e a força dos teus atos,
absolve nossos lábios impuros, São João"

O sistema de Guido dArezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de dó e a nota San passou a ser chamada de si(por serem as inicias em latim de São João, Sancte Ioannes), enquanto que a pauta ganhou linhas e espaços a mais, embora sua essência continue a mesma.

Algumas dicas aos músicos


1- O músico precisa aprender a se "mixar" no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.

2- Todo músico deve treinar prática de conjunto se quiser amadurecer mais rapidamente.

3- A teoria musical é fundamentalmente necessária, mas entre a teoria e a prática há uma distância que poucos querem percorrer.

4- "Um bom médico não é aquele que receita um remédio sem saber o que está fazendo. Um bom músico não é aquele que toca sem saber o que faz".

5- Autodidata - Há um engano no uso deste termo, pois há muitos analfabetos musicais dizendo-se autodidatas (uma desculpa para a preguiça), autodidata é aquele que estuda sem um professor, mas estuda.

6- Uns falam antes de tocar algo, outros tocam antes de falar algo. Eis a diferença entre "músicos" e músicos.

7- O músico deve aprender a conduzir uma música como ela é e não como ele acha que deve ser. Isto é maturidade.

8- Há músicas em que o metrônomo só serve para o primeiro compasso, porque necessitam de uma interpretação flexível.

9- A pulsação rítmica bem como o andamento são para serem sentidos e não ouvidos. Este princípio é para todos, mas fundamental para bateristas e percursionistas.

10- Acompanhar um cântico é antes de tudo uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os músicos querem mostrar toda a sua técnica em hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Ou seja, economize informações musicais!

11- Há uma tendência atual de supervalorizar a velocidade do músico, quantas notas ele executa por tempo. Velocidade não é sinônimo de bom músico. O bom músico é aquele que tem a sensibilidade de fazer a coisa certa na hora certa. A velocidade é uma consequência.

12- A técnica deve ser estudada e sempre aprimorada, mas lembre-se de que é um meio de facilitar a execução da música e não um meio de exibicionismo.

13- Uma boa maneira de aprimorar a interpretação é aprender primeiro a se ouvir, depois executar. Tem gente que canta e toca e não sabe o que está fazendo; acostume então a gravar o que é executado e seja autocrítico, estude, grave e ouça o que estudou; com o tempo você encontrará a forma ideal para a sua execução.

14- Lembre-se: pausa também é música, portanto, "não sole na pausa".

15- A música possui três elementos básicos: harmonia, melodia e ritmo. Procure distribuir os instrumentos musicais no arranjo conforme estes elementos. Há instrumentos harmônicos e melódicos, há somente melódicos, há rítmicos e instrumentos que fazem os três, mas defina no ensaio ou arranjo, quais serão os devidos "papéis" para cada instrumento.

16- A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Outra observação é que o tom pode influenciar na soronidade da música vocal com acompanhamento. O problema é que muitos confundem. Na música instrumental, a técnica e a expressão são mais exigidos porque as notas devem transmitir algo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.

17- Versatilidade - Procure ser o mais possível. Saiba ouvir vários estilos, do erudito ao moderno, ouça com ouvido crítico e analítico. Saiba ouvir. Extraia coisas boas de cada estilo. Outro detalhe, é o músico não ficar "preso" somente ao seu instrumento, saiba apreciar a forma de execução como sonoridade e fraseado de outros instrumentos.

Como posso registrar minha obra musical? E o nome da minha banda?


O ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição é uma sociedade civil, de caráter privado, organizado por associações de compositores, músicos, intérpretes e demais titulares, que tem por finalidade arrecadar e distribuir os direitos autorais decorrentes da execução pública das obras musicais, lítero-musicais e de fonogramas.

Portanto, o ECAD não é o órgão responsável nem pelo registro de obras musicais, nem pelo o registro de nome de bandas. Existem entidades específicas para estes casos.

Para registrar sua música, procure a Escola Nacional de Música ou o EDA – Escritório de Direito Autoral, órgão da Fundação Biblioteca Nacional (www.bn.br/eda), responsável pelo registro de obras intelectuais. Este registro permite o reconhecimento da autoria, especifica os direitos morais e patrimoniais e estabelece prazos de proteção tanto para o titular quanto para os seus sucessores.

Informamos que, mesmo com o advento da nova Lei 9.610/98, os arts. 18 e 19 da Lei Autoral anterior (Lei nº 5.988/73) continuam em vigor, dispondo que o registro das obras é facultativo e que a proteção dos direitos autorais independe do respectivo registro.

Quanto ao nome da banda, o registro deverá ser realizado junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, podendo ser feita uma busca prévia pelo nome escolhido. Mais informações poderão ser obtidas no site www.inpi.org.br.

Dicas para Músicos - Violino

Confira algumas técnicas usadas ao se tocar violino.
Pizzicato
Os violinistas nem sempre usam o arco quando tocam - de vez em quando beliscam as cordas, o que é chamado de "pizzicato" (pronuncia-se pitzi-cato). Raramente o pizzicato se estende pela melodia inteira, mas no balé Sylvia o compositor francês Delibes escreveu um movimento inteiro em que todos os instrumentos de corda deixam de lado seus arcos para tocar a famosa Polka-Pizzicato. Quando lêem na partitura a palavra "arco", os executantes interrompem o pizzicato e voltam a usar o arco.

Tocando com surdina
Fixando-se um grampo de madeira sobre o cavalete do violino, reduz-se a força das vibrações que alcançam a caixa de ressonância. Isso funciona com uma surdina, ou abafador de som. Violinos em surdina soam muito distantes e delicados. Os compositores usam os termos italianos "con sordini" (com surdina) e "senza sordini" (sem surdina).

Sul ponticello
Expressão italiana que significa "na pontezinha". Em partitura para violino, indica que o violinista deve passar o arco próximo ao cavalete, o que origina um som de timbre agudo, de arranhudura.

Col legno
O excitante começo de "Marte, o Mensageiro da Guerra", da suíte de Holst Os Planetas, apresenta as cordas soando com um curioso efeito estalado. É o que se chama col legno - "com a madeira". O arco é seguro de lado, de tal maneira que cada nota tocada a madeira do arco bata na corda.

Vibrato
Uma das importantes técnicas de instrumentos de cordas. O dedo da mão esquerda que prende a corda oscila levemente, causando uma flutuação no tom e enriquecendo o som. O vibrato é usado sobretudo em notas longas. Alguns violinistas preferem não usá-lo quando tocam músicas muito antigas.

Corda dupla
"Corda dupla" significa tocar duas notas de uma só vez. Alguns compositores pedem acordes de três e até quatro notas, mas no violino não é possível tocar simultaneamente mais do que duas notas.

Harmônicos
São notas suaves, semelhantes às da flauta, produzidas pelo toque muito leve sobre a corda (sem pressionar a nota) e a delicada passagem do arco. São usadas com mais freqüência na música moderna.


Glissando
A palavra indica ao executante que deve escorregar o dedo sobre a corda, de uma nota a outra (o que permite que todos os sons interpostos sejam ouvidos). Os glissandos aparecem quase exclusivamente nas músicas do século XX.
Os instrumentos como o violino dependem da vibração das cordas para emitir som. As cordas vibram quando o arco passa por elas, mas produzem muito pouco som, que só fica suficientemente forte para ser ouvido quando as vibrações passam pelo cavalete para o corpo oco, ou caixa de ressonância do instrumento.
Os ouvidos ou ff são os orifícios que ajudam as vibrações geradas no corpo do instrumento a atingir o espaço externo e finalmente nossos ouvidos, onde se convertem em som.

sábado, 7 de novembro de 2009

Simulador de corte de cabelo | mp3


Virtual Barbershop significa barbeiro virtual, e é uma animação em flash que utiliza um método de gravação de ruídos diferente para simular uma ida ao salão de beleza. Você precisa usar fones de ouvido para experimentar, e, se possível, fechar os olhos. Do começo ao fim, o que você escuta vai te envolvendo de uma maneira tal que é muito difícil separar a ficção da realidade. O barulho das tesouras "cortando" o seu cabelo quase te faz sentir os fios caindo enquanto são aparados. É realmente impressionante.

Para conseguir esse efeito, foram usados dois microfones para gravar o áudio, ao invéz de apenas um. Esses dois microfones são posicionados em uma cabeça de manequim no mesmo lugar em que ficam as nossas orelhas. Desse modo, o cérebro interpreta o que escuta como se o barulho fosse relativo à algo real, e manda a informação sobre o posicionamento do objeto o qual escutou. É por isso que a experiência é tão envolvente.


PS: O áudio é em inglês.

Clique Aqui!

Extraindo o áudio dos videos do Youtube!!


Agora,....... agora não! Faz tempo que esta novidade está no ar! Muitas pessoas acham muitas músicas incríveis no youtube, mas quando querem salvar não conseguem. Se enrolam para tirar o áudio, este site traz a solução deste pequeno problema. Acesse http://www.vidtomp3.com/ e veja como é fácil. Logo abaixo da pagina tem um espaço para colocar o caminho do video do youtube, é simples assim, basta colar o endereço no espaço destinado para colocar a URL: "o endereço" e click em download, espere carregar. Faça download do audio sem o video. Aproveitem!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Orquestra Jazz Sinfônica

A Orquestra Jazz Sinfônica foi criada em abril de 1990 com o objetivo de dar um tratamento sinfônico à música popular, principalmente a brasileira. Desde então vem se destacando brilhantemente por sua originalidade e versatilidade, além da capacidade de encantar as mais variadas platéias com seu alto nível musical.
Seus 85 integrantes - que compõem no palco a perfeita junção entre uma orquestra clássica e uma big-band popular - são cuidadosamente escolhidos entre a elite musical paulista. Seus músicos alcançaram sólida reputação como solistas ou integrantes de grupos de destaque, tanto na música popular como na erudita.
À frente da Orquestra Jazz Sinfônica está o Maestro Cyro Pereira, compositor e arranjador consagrado. Ao criar uma linguagem autenticamente brasileira de orquestração e arranjo, seu trabalho estabelece as bases artísticas para as próximas gerações.
Por nove anos, a Orquestra Jazz Sinfônica contou com a regência e direção do Maestro Nelson Ayres, que, com seu grande talento criador, compôs dezenas de arranjos que hoje enriquecem o repertório da Orquestra.
Várias celebridades do cenário artístico dividiram seu brilho com a Orquestra Jazz Sinfônica: Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Zizi Possi, Leila Pinheiro, Ivan Lins, Dori Caymmi são alguns deles. Também recebeu convidados internacionais, como o grupo inglês Deep Purple, o austríaco Joe Zawinul - criador do grupo Weather Report -, o quarteto de cordas americano Turtle Island String Quartet, o virtuoso do trompete Arturo Sandoval e outros. Entre os compositores convidados pela orquestra para escrever obras originais para sua formação estão Alexandre Mihanovich, Laércio de Freitas, Ruriá Duprá, Nailor de Azevedo (Proveta), Moacir Santos, Edmundo Villani Côrtes e Roberto Sion.
A Orquestra Jazz Sinfônica conta ainda com Marcelo Jaffé como Diretor Artístico e com o Maestro João Maurício Galindo como Regente Adjunto.
Um dos corpos estáveis da Universidade Livre de Música, ligada à Secretaria de Estado da Cultura, a Orquestra Jazz Sinfônica desempenha um papel fundamental resgatando a tradição das grandes orquestras de rádio e dos primórdios da televisão brasileira.
O Maestro Cyro Pereira
Cyro Pereira é um dos nomes mais importantes da História da Música Instrumental Brasileira. Iniciando-se na carreira em 1947, ano em que escreveu seu primeiro arranjo orquestral, Cyro teve participação ativa nos grandes festivais da TV Record como Diretor de Orquestra . Nessa emissora, em que atuou por 24 anos, esteve à frente de programas como "O Fino da Bossa",com Elis Regina e Jair Rodrigues. Cyro é reconhecido e admirado por diferentes gerações de músicos, desde novos compositores, que reconhecem seu estilo único de escrita para orquestra, a instrumentistas, que o acompanham na sua jornada musical.
Recebeu diversos prêmios como compositor e arranjador, entre eles: "Troféu Roquete Pinto" (1957 e 1967), "Melhor Compositor do Ano" pelo Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo (1962), prêmio da Academia Brasileira de Música por seu concerto em Ré Maior sobre temas de Ernesto Nazareth (1964) e prêmios como regente e arranjador no Festival Onda Nueva em Caracas, Venezuela (1972).
Em suas obras de caráter erudito, teve seu Quarteto de Cordas estreado pelo Quarteto Municipal de São Paulo em 1973, e seu Concertino para Zimbo Trio e Orquestra estreado pela Orquestra do Teatro Colón de Buenos Aires, sob a regência do Maestro Simon Blech. É entretanto mais conhecido na área popular por sua parceria com Mário Albanese na criação de Jequibau, estilo musical e composição de mesmo nome, que teve dezenas de gravações no mundo inteiro.
Responsável pela formação da Orquestra Jazz Sinfônica em 1990 e seu maestro titular desde então, continua fazendo o que mais gosta: a "MPB de smoking", como ele próprio define a vestimenta sofisticada e sinfônica com a qual ele "veste" a nossa música popular.
Cyro Pereira definiu assim o que a música representa para ele: "Só vivi de música, a música me ensinou tudo na vida".
Mais informações sobre a Orquestra no endereço: www.orquestrajazzsinfonica.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Microfonando seu Saxofone

* Escolha do microfone - o primeiro passo é saber qual o microfone mais adequado.  Normalmente, apesar do alto SPL gerado por esses instumentos, os mics a condensador (AKG C414, por exemplo) sao preferidos, por sua maior fidelidade. Como geralmente num home studio não temos muita escolha, faca experiencias com os que tiver disponiveis - ponha um em cada canal da mesa e vá selecionando alternadamente cada mic, e verificando os resultados. Bons mics dinamicos tambem podem ser usados, como o Shure SM57 Senheiser MD421.

* O posicionamento - ao contrario do que muita gente pensa, o sax não emite som apenas pela campana (boca), mas também por todas as chaves abertas. Daí seu padrão de emissão variar o tempo todo. Quando reproduz notas graves, maior parte do som sai pela campana, pis nessa situação, quase todas as chaves estão fechadas. As notas mais agudas emanam da região do bocal

Procure colocar o microfone apontando para o meio do instrumento, e entre 50 cm e um metro de distancia.

Em shows ao vivo, porém, não podemos fazer isso, seria microfonia certa. Prefira, então, um mic dinâmico próximo à boca.


Voltando ao estúdio: voce pode tentar usar dois mics iguais, um embaixo (apontando para a boca) e outro mais em cima, na altura da cabeca do musico, apontando para baixo. Vá variando o equilibrio entre eles até encontrar o ponto certo.

Se sua sala tiver um tamanho adequado e boa acustica - raros num home estúdio - pode experimentar dois mics com o seguinte arranjo: um proximo (como no primeiro metodo) e outro afastado de alguns metros, para dar ambiencia. Na maioria das vezes, entretanto, é preferivel uma sala "morta", ou seja acusticamente tratada para um baixo tempo de reverberacao, que pode ser acrescentada mais tarde.


Algumas dicas: peça ao musico para não se movimentar muito. Certos saxofonistas tem mania de "dancar" quando tocam, como se estivesse num show ao vivo. Pode dar certo no palco, mas no estúdio...    E tenha cuidado com possiveis interferencias do som das chaves durante a execucao. Talvez seja preciso uma ligeira lubrificacao antes.


* Processamento - saxofones sao instrumentos que se dao muito bem com processamento externo (reverb, delay, compressao, enhancer, etc.). Verifique no manual de seu processador de efeitos, deve existir algum preset de reverb com um sutil delay que irá dar mais vida ao sax. Veja que quanto mais rapido o andamento da musica, menor deve ser o tempo de reverberacao. Efeitos como enhancer, exciters, e coisas assim serao bem vindos, desde que não exagere. Lembre-se de que o controle mais importante nesses aparelhos se chama "bypass", e que o manual é um acessorio indispensavel.


* Na dinâmica, procure usar mais compressao em musicas mais pesadas, como funk, e menos nas baladas romanticas, que se beneficiam de uma dinamica maior (desde que o instrumentista saiba o que está fazendo). Ajuste seu compressor para ataque rapido e release medio (ou longo, em baladas). A taxa de compressao (sempre em soft knee) poderá variar de 3:1 a uns 6:1, para os saxofonistas mais "eufóricos". Use uma redução de ganho relativamente alta, até 10 dB, se seu compressor for de boa qualidade. Senão, evite passar de 6 dB. Se seu compressor tiver o modo automatico (Overeasy, RMS, ou como seu fabricante o chamar), experimente. Funciona melhor em determinadas peças, onde o musico precise executar frases complexas.


* Quanto à equalização, nem sempre é necessária, principalmente se usar bons microfones. Se quiser, pode experimentar variar um pouco as faixas entre 1 e 2 kHz (onde se situa o timbre "nasal" do instrumento) e entre 3 e 5 kHz (presença). Use o corte de graves no mic ou canal da mesa, para atenuar possiveis vazamentos de ruído no estúdio, exceto no caso de instrumentos maiores como sax tenor.



* Finalmente, na mixagem, evite a presenca de muitos instrumentos na mesma faixa de frequencias do sax quando este estiver atuando em solos. É comum o sax "brigar" com guitarras e pianos, por exemplo. Procure trabalhar no proprio arranjo da musica, ou se não for possível, no equilibrio entre canais e/ou equalização, no sentido de fazer com que outros instrumentos não incursionem muito pela faixa das frequências médias, durante os solos de sax, ou então que se alternem, dialogando entre si (muito comum no jazz).

Quer aprender a construir um Cavaquinho?

Vamos lá! Já pensou se a Gianini patrocina o teu modelo?! Faça com calma,
e cuidado na hora da afinação.




Acesse o link abaixo e desenvolva: 

Construa seu cavaquinho

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Aviso: Nosso site entrará em manutenção!

Aviso importante aos músicos e irmãos, o nosso site, o site da nossa orquestra = www.levitasdofim.net = passará por um processo de melhora. Devido a falta de tempo, a nossa página ficou um bom tempo desatualizada. Espero que todos compreendam, faremos o possivel para que tudo volte ao normal o mais breve possível. Só quero lembra aos músicos que ainda não se inscreveram no fórum, para fazerem seu cadastro, pois periodicamente mandamos atualizações em geral com utilidade para todos. Acesse o clicando aqui: < FÓRUM >.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Trio Musical - Jó, Benjamim e Daniel

Quem diria! Enfim o trio musical, formado por Jó (contrabaixo), Benjamim (piano) e Daniel (bateria) mostrando um pouco que eles sabem nestas quatro faixas que seguem no link abaixo. A adoração a Deus é o nosso primeiro objetivo, pois sem Ele nada podemos fazer!

Confira a qualidade musical!

Ao meu Redor

Parece um Sonho

Senhor quando tu fostes

Canta Brasil

sábado, 5 de setembro de 2009

Intrumento Musical mais antigo do mundo!

Uma equipe liderada pelo arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen (Alemanha), montou a flauta de 35 mil anos feita de osso de abutre, encontrada na caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha.

Dá para escutar o som dessa flauta AQUI:

Saiba mais aqui: Reportagem
Fontes: Revista Nature, revista Cience News

Rico Royal - Modelos de Palhetas

Neste tópico vamos comentar sobre marcas e modelos de palhetas.

Rico Comum (caixa laranja)
Uma palheta mais barata, mas parece que sem muito controle de qualidade, suas fibras são espalhadas o que faz com que a palheta empene e tenha um som um pouco abafado. Voltada para o estudante que ainda não sente ainda não tem muita exigência na qualidade do som. Sempre obtive pouca vida útil com elas.


Rico Royal (caixa azul)
Uma palheta de qualidade com preço baixo. A palheta possui o “corte francês” que dá mais flexibilidade para os graves, e maior limpeza de som. Suas fibras são um pouco espalhadas, não resulta um som muito concentrado. Serve para qualquer estilo de música. Usei quando era estudante e não conhecia a Vandoren.

Rico Select Jazz
Essas palhetas são mais selecionadas, e feitas para tocar jazz. O “coração” é bem definido e as laterais têm uma raspagem mais longa. Isso produz um som mais claro e a projeção é maior. A versão FILED é a que apresenta o “corte francês” e a UNFILED, não. A sua numeração possui subdivisões com S, M, H (suave, médio e duro). É uma palheta mais bem acabada, usei por muito tempo no alto e no tenor.



Platicover
É a “palheta preta”: como o nome diz é uma palheta coberta por uma camada de tinta plástica que ajuda a aumentar a vida útil da palheta, porque ela resista melhor às mudanças de umidade. Contudo a sua sonoridade não é a mais rica e é um pouco média e abafada. É indicada para músicos que tocam nas ruas, bandas marciais e coretos. Alguns jazzistas a usam justamente pela sua qualidade “percussiva”: a famosa articulação “plop” ou “slap”. Usei para algumas gravações com sax barítono, justamente por essa qualidade mais “explosiva”.

Palhetas Ric
o Frederick L. Hemke
Uma palheta produzida especialmente para a música erudita. Possui o “corte francês” para maior flexibilidade. Também é um palheta leve, para quem já tem mais controle do instrumento e da emissão de ar. Se for experimentar compre ½ ponto acima do número que está acostumado. Sempre tive pouquíssima vida útil com essa palheta.


Rico Reserve
É feita com a parte mais baixa da cana, onde o material tem mais densidade. Diz que é uma palheta “dura”, com qualidade muito superior, dura mais e projeta mais o som.

Rico La Voz
É uma palheta que tem um bom grave e versatilidade, mas com fibras espalhadas como a Rico comum. Sua numeração é diferente e corresponde aos números seguintes: S= 2; MS= 2,5; M= 3; MH= 3,5 e H= 4,75. Usei durante um bom tempo para o sax alto, nem todas as palhetas da caixa eram boas.

A Rico tem um site bacana com videos e informações: http://www.ricoreeds.com/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Partituras Especiais

O projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes às dos colegas de visão normal. A técnica de Musicografia Braille é uma das principais ferramentas que permitem essa equivalência. Ela foi desenvolvida em 1828 por Louis Braille, que adaptou a técnica para transcrição de textos anteriormente desenvolvida para a transcrição musical. Através desta técnica um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado pelos deficientes visuais.

Apesar desta vantagem, existe um grande problema para os deficientes visuais: a escassa quantidade de obras transcritas para esta técnica. Existem alguns poucos programas disponíveis no mercado para transcrição musical. Esses programas permitem de forma bastante limitada que uma pessoa cega (ou não) introduza o texto musical através de um teclado alfanumérico ou de uma interface digital para um instrumento musical (MIDI). O texto digitado pode ser escutado musicalmente e a transcrição se dá de forma automática. Alguns desses programas conseguem ler uma partitura e fazer uma pré-transcrição, através de uma técnica chamada OCR (Optical Character Recognition), economizando tempo no processo de entrada de dados musicais.

Para contexto brasileiro, entretanto, estes programas estão fora da realidade, pois além de caros são incompletos. Mais importante: não existe conhecimento disseminado nem para sua utilização direta nem para o ensino qualificado.

A situação hoje é que, como os professores de música não têm conhecimento da musicografia Braille, acabam por recusar-se a lecionar para estudantes cegos por julgarem impossível passar para eles o conteúdo das partituras com efetividade. Desta forma, torna-se muito difícil a inclusão de músicos cegos nas escolas de música regular.

Faça download desse programa aqui

Mais informações acesse http://intervox.nce.ufrj.br/musibraille/

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Método de Saxofone!

Para os saxofonistas que querem se aprimorar no seu instrumento, eis um caminho.

Metodo_Sax__Per_Thorenberg

Enfim, meu blog!

Brevemente postarei tudo o quanto for necessário para nosso conhecimento na área Tecnologica e Musical